A CONQUISTA de um emprego após a finalização de um curso superior é, para muitos estudantes, a crónica de uma angústia esperada. Com efeito, segundo os dados Instituto de Emprego e Formação Profissional, perto de 40.000 licenciados estão votados ao desemprego.
Para que o leitor saiba onde está a empregabilidade no ensino superior, o EXPRESSO Emprego consultou alguns dos principais recrutadores do mercado nacional para saber quais as universidades com maior preferência por parte das empresas nas áreas das engenharias, engenharia civil, marketing, gestão, economia e finanças.
Segundo Mário Ceitil, director associado da Cegoc, uma das determinantes das preferencias dos empregadores por certas universidades é o perfil da formação ministrada aos alunos. De acordo com aquele especialista, as empresas valorizam, o ensino com uma boa ligação à prática e que abra os horizontes do conhecimento das pessoas. « Este último aspecto é importante, porque uma vez esses ex-alunos admitidos nas empresas, estes poderão constituir um factor de “regeneração genética “, de que necessitam as empresas tanto necessitam para se desenvolverem», reitera. Outros factores que também influenciam a decisão de contratação são o nível de autoconfiança e de propensão para aceitar desafios manifestados pelos candidatos.
Portanto, há que escolher bem a instituição de ensino superior onde se vai tirar o curso – a «marca» das universidades no mercado é como um carimbo indelével no currículo do candidato.
Para Margarida Lousada,
consultora sénior de Ray Human Capital, a notoriedade e prestígio da faculdade
«tem peso», estando associadas a factores como «a qualidade de ensino, a
antiguidade e prestígio do corpo docente e a visibilidade e importância da
carreira profissional de ex-alunos no mercado de trabalho.»
Mário Ceitil corrobora esta perspectiva: «o facto de os candidatos apresentarem um currículo com uma formação superior numa universidade cotada como uma boa “marca” é, sem dúvida, um factor de vantagem competitiva» Mas este factor, por si só, também não chega. Neste plano, Manuel Arroja, director-geral da Michael Page, uma empresa de «executive-search», refere que a experiência profissional supera a «marca» da faculdade.
« Quando as empresas procuram alguém com experiência profissional raramente mencionam uma faculdade ou universidade – o que importa é onde esse profissional trabalhou ou trabalha e quais as funções que executou ou exerce», esclarece.
Mas no caso do recrutamento recém-licenciados, aquele responsável reconhece que a instituição de ensino de onde estes provêm «ganha de repente grande importância». Ou seja, a falta de experiência profissional é colmatada pela imagem de «marca» da universidade.
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Engenharia |
Instituto Superior Técnico, Universidade Nova de Lisboa, Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, Instituto Superior de Engenharia de Coimbra, Universidade do Minho, Universidade de Aveiro, Instituto Superior de Engenharia de Lisboa e Instituto Superior de Engenharia do Porto |
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Engenharia Civil |
Instituto Superior Técnico, Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, Instituto Superior de Engenharia do Porto |
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Engenharia Informática |
Instituto Superior Técnico, Universidade Nova de Lisboa e Universidade de Aveiro |
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Marketing |
Instituto Português de Administração de Marketing, Instituto Superior de Comunicação Empresarial, Universidade Nova de Lisboa, Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa, Universidade Católica Portuguesa, Instituto Superior de Administração e Gestão e Instituto de Artes Visuais, Design e Marketing |
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Gestão |
Universidade Católica Portuguesa, Universidade Nova de Lisboa, Instituto Superior de Gestão, Instituto Superior de Economia e Gestão, Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa, AESE- Escola de Direcção e Negócios e Faculdade de Economia da Universidade do Porto |
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Economia |
Universidade Católica Portuguesa, Universidade Nova de Lisboa, Instituto Superior de Gestão, Instituto Superior de Economia e Gestão, Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa, Faculdade de Economia da Universidade do Porto, Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra |
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Finanças |
Universidade Católica Portuguesa, Universidade Nova de Lisboa, Instituto Superior de Gestão, Instituto superior de Economia e Gestão, Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa e Instituto de Estudos Superiores Financeiros e Fiscais |
In “Expresso Emprego”, 23-10-2004