Farmácias
e Medicina dão mais Emprego:
Estudo
revela que História e Línguas têm menos saídas profissionais:
Farmácia,
Medicina, e Física- são estes os cursos com mais saída
profissional, aqueles cujos alunos começaram a trabalhar imediatamente. Do lado
oposto, com um tempo médio de espera acima dos 12meses, encontramos os cursos
de Psicologia, História e Línguas e Literaturas. Estas são algumas das
conclusões do estudo “Trajectórias Académicas e de Inserção Profissional dos
Licenciados”, realizado pela Universidade de Lisboa (UL) sobre os seus alunos,
e que é divulgado hoje.
No que toca a remuneração, o estudo – feito com base
num inquérito enviado a 8107 alunos, mas ao qual só responderam 2216 – revela
que cerca de 60% dos estudantes receberam entre
Esta
avaliação, realizada entre 1999 e 2003, vem ainda corroborar a ideia de uma
feminização crescente do ensino superior. Não só entram mais raparigas na
Faculdade, como a percentagem de diplomas (72%) é superior
a do sexo masculino, concluindo ainda a licenciatura
numa idade menos avançada do que os rapazes – 26 anos contra os 27 deles. Mas o
estudo avança algumas explicações. A maior receptividade do mundo laboral aos
rapazes pode explicar que eles privilegiem “o abandono dos estudos e a inserção
mais precoce na vida activa”. Por outro lado, as raparigas encaram a educação
como uma forma de “atenuar as discriminações salariais e socioprofissionais que
são alvo” e aderem mais facilmente “a cultura escolar”.
Uma outra conclusão é o fosso que
existe no que diz respeito as habilitações da família de origem dos diplomados
da UL. Mais de metade ocupam as suas posições extremas – os que possuem, no
máximo, o primeiro ciclo de escolaridade e os que têm formação superior.
Existem mesmo determinados cursos que são quase vedados aos alunos com agregado
familiar pouco escolarizado como é o caso da Medicina, onde estes alunos
representam apenas 8,4% do total. Já o cursos de
Geografia é o cursos com maior percentagem destes estudantes – 58,3%.
Apesar de se ter vindo a verificar
uma tendência para um maior equilíbrio, o elevado peso dos diplomados
provenientes de famílias com formação superior “evidencia o caracter
socialmente selectivo do ensino superior”, concluí o
trabalho. A origem social dos diplomados, da UL confirma isto: os licenciados
da Universidade continuam a vir “maioritariamente das classes sociais que
ocupam os lugares de topo na hierarquia social”. Mais uma vez, é no curso de Medicina,
assim como no de Bioquímica e Biologia que “encontramos a percentagem mais
elevada de licenciados com origem na classe média alta e alta”. Um cenário que
contrasta com o de cursos como de Geografia, Línguas e Literaturas e Geofísica,
onde os alunos dos extractos sociais mais baixos “ estão mais representados”.